NÓS CONHECEMOS ÁGUAS MARAVILHOSAS- TURISMO PARTE II
Eu e minha amiga, sim aquela de cabelos vermelhos resolvemos conhecer um local um pouco inusitado, desconhecido pela maioria dos moradores de nossa cidade. Águas e Maravilhosas o local.
Pra quem entende tudo que se chama: Paraíso, Pedaço do Céu, Costa isso ou Sol Nascente… Sabe que é bairro, condomínio ou localidade pobre.A empregada de alguém avisou a ela, que o local é lindo! Tem águas calmas e cristalinas e que povo faz churrasco nas margens do rio e tudo. Afinal falo a verdade, é brega churrasco em praia ou rio, mas quem já fez sabe: é uma delícia passar o dia em lugares assim com uma carne assando, refri e cerveja a vontade! Ah, é pobre mas é uma delícia! Quando alguém leva camarões pra assar então!Pois é, íamos em um sábado, mas a minha amiga me ligou pois o filho trabalha em setor público e disse que sábado ou domingo é ruim de ir, vive lotado! E como não conhecíamos a localidade a fundo, então seguimos a observação dele. Resolvemos ir numa sexta-feira, depois do almoço. Não se preocupem, não levamos isopor, refriegerantes nem a poderosa churrasqueira. Queríamos mesmo era ver de perto as famosas “Águas Maravilhosas”, pois a 15 anos atrás a localidade era conhecida pelo lixão municipal, que não existe mais. Fomos eu e ela, felizes. Ela com uma bolsa, cheia de bonés diferentes, chapéus (ela adora aqueles enooormes de perua), e outras roupas, afinal fotografar em Águas Maravilhosas não é para qualquer um um paraíso pertinho da cidade desconhecido pela massa da população. E pegamos a estrada.
Fica a 25 quilômetros do centro, mas dentro do municipio. Fomos andando e logo coloquei um cd de mp3 que eu fiz, com umas trezentas e poucas músicas… Tudo música velha, da década de setenta e tal. E ela me disse uma frase muito legal: Música não tem tempo não! A primeira foi Air Supply (Make love) nossa, voltamos no tempo. Ar condicionado ligado…Passando a tal rodovia, perguntamos, pois não sabiamos exatamente onde era o local, afinal não é ponto turístico. Um nativo nos avisou que tínhamos que voltar pela outra rodovia, logo depois de uma ponte, pegar a ruazinha de barro ao lado. “É pertinho, vocês vão gostar”. Isso falava uma empregada conhecida e o menino que informou. Eu logo precavido avisei: irmã (assim a chamo) pobre e mineiro sempre diz que tudo é pertinho pois eles estão acostumados a horas de ônibus, van e bicicleta…Nossa, do caminho errado ao certo foram quilômetros. Mas chegamos. A estradinha de barro tinha mais buraco que a lua. Mas por sorte estavamos em meu carro que é 4 x 4. Pois no meio da “ruazinha de barro” tinha bancos de areia misturados. Com certeza outro carro atolaria.
De um lado um monte de barracos de madeira, e telhas de amianto. Do outro, mais barracos e varais. Esse povo adora um varal, e principalmente na entrada de casa, mesmo com espaço atrás. Porque será?A primeira clareira seguindo o rio vimos um monte de crianças na água. E eu: é aqui! E ela: não, fulana disse que tem uma prainha no rio, um espaço ótimo e etc. Dirigi mais, e mais areia, e eu com tração 4 x 4. Uma sorte, fomos até o final da rua de barro. Havia uma cratera dividindo a rua, dali pra frente só a pé. Claro não fomos.Retornamos a outra clareira, essa com areia branquinha, limpíssima, uma árvore enorme e cachorros sentados, dormindo na sombra, um casal deitado em uma toalha de banho grande (canga é pra ricos, aprenda disso), pobre usa toalha de banho no rio ou no mar. Descemos com câmeras fotográficas, à postos e felizes. Ela ainda não satisfeita, pergunta ao casal: Aqui é Águas Maravilhosas meeeesmo? Pois… Logo o cara falou: É aqui mesmo lá pra frente não tem área de banho. Olhamos para o rio, tinha umas 20 ou 25 pessoas já na água. E minha amiga colocando os pés n’água, feliz da vida, afinal realmente, um local limpo, organizado, águas de rio cristalina como nunca vi! E eu fotografando ela.Porém ela não muito satisfeita, pois pensou em uma sexta-feira estaria vazio e ela queria, porque queria fazer fotos mais ousadas, nua ou de bikini…
Uma quase favela, vazia na sexta-feira? Nunca, o povo que não trabalha faz o que lá? Fica de molho do rio Águas Maravilhosas o dia todo! Pegando sol!Eu fui colocar a mão na água. Temperatura, excelente e você percebe a textura da água pura, e macia, coisa de água doce. Logo quando os nativos nos viram, um loiro e uma mulher branquíssima de cabelos vermelhos, com câmeras fotográficas e tal lógico o que fizeram? Começaram a se exibir: saltavam de uma árvore meio que recortada, porém de uns três metros de altura.E nós, lógico felizes tirando a foto do povo pulando no rio! – Vai lá, pula de novo, a foto não ficou boa… e eles pulavam e pulavam.Posso ser sincero? Com o calor que fazia (eu cheio de bloqueador solar na cara, ela cada hora com um chapéu diferente), estava doido pra ficar boiando ali a tarde toda! Ela ídem.Saímos felizes… Ela um pouco frustada por não tem encontrado a tal “praia” com pedrinhas e tudo. Mas para quem conhece certos tipos de empregada: – Tudo pertinho, tem pedrinhas, e etc. Ou seja um pedregulho enterrado converte-se em pedrinhas do mar mediterrâneo.Encerrando, fomos felizes, descobrimos o local, realmente muito bonito, povo simpático, divertido, tudo limpo e o nome conquista e afirma: Águas Maravilhosas!
Uma proeza que queremos fazer?Queremos conhecer o famoso Piscinão de Ramos! E vamos com certeza!Por enquanto estamos caçando outro local na nossa própria cidade para conhecer! Afinal muita gente mora no Rio de Janeiro e nunca foi no Cristo Redentor e nem no Pão de Açucar (também com o preço dos ingressos não é para qualquer um).
Ah, esqueci de um detalhe: Não fizemos amizade com os nativos. Ainda, mas vamos voltar outro dia pra passar o dia nas areias brancas e nas águas cristalinas de Águas Maravilhosas e conhecer pessoas. De lá mesmo!
